Um homem entrou com uma ação contra a ex-noiva para que ela devolva o anel de noivado avaliado em US$ 45,5 mil (cerca de R$ 77 mil) após o cancelamento do casamento, segundo reportagem do jornal americano "Chicago Sun-Times".
A ex-noiva Dominique Buttitta também entrou com uma ação. Ele quer que o ex Vito Salerno pague quase US$ 100 mil (cerca de R$ 170 mil) que ela teve como despesas do casamento.
A cerimônia foi cancelada depois que os detalhes de uma festa de despedida do noivo em um clube de striptease de Chicago, nos EUA, vieram à tona. As informações são do G1.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Correios lançam selo em homenagem ao ex-presidente Lula
O selo em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está em circulação. Com tiragem de 900 mil exemplares, o selo custa R$ 2 e pode ser adquirido nas agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ou pela internet, por meio da loja virtual dos Correios (www.correios.com.br/correiosonline) e pela Agência de Vendas a Distância (centralvendas@correios.com.br).
A arte foi feita sobre fotografia de Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial do Palácio do Planalto durante o governo Lula. Segundo os Correios, o selo já foi emitido em homenagem a outros ex-presidentes logo após o término do mandato: Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e Itamar Franco. O selo em homenagem a Lula está em circulação desde 1º de janeiro.
A arte foi feita sobre fotografia de Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial do Palácio do Planalto durante o governo Lula. Segundo os Correios, o selo já foi emitido em homenagem a outros ex-presidentes logo após o término do mandato: Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e Itamar Franco. O selo em homenagem a Lula está em circulação desde 1º de janeiro.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Irã proíbe livros de Paulo Coelho
O escritor Paulo Coelho foi informado por seu editor no Irã, Arash Hejazi, que a publicação de seus livros foi proibida no país persa pelo Ministério da Cultura e das Diretrizes Islâmicas, segundo informações publicadas nos blog do autor.
Paulo Coelho, ainda no blog, disse contar com o governo brasileiro para resolver o caso, o que considerou como "um mal-entendido". "Meus livros foram publicanos no Irã sob diferentes governos. Uma decisão arbitrária, depois de 12 anos de publicação no país, só pode ser um mal-entendido". O motivo da censura não foi especificado.
Paulo Coelho estima ter vendido mais de 6 milhões de livros na República Islâmica. O editor iraniano sugeriu a disponibilização da obra do brasileiro na internet para download.
Paulo Coelho faz sucesso no exterior e tem pelo menos 300 milhões de livros vendidos em mais de 150 países. Ele foi o primeiro escritor não muçulmano a visitar o Irã após a Revolução Islâmica de 1979, de acordo com o site da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira 21.
Paulo Coelho, ainda no blog, disse contar com o governo brasileiro para resolver o caso, o que considerou como "um mal-entendido". "Meus livros foram publicanos no Irã sob diferentes governos. Uma decisão arbitrária, depois de 12 anos de publicação no país, só pode ser um mal-entendido". O motivo da censura não foi especificado.
Paulo Coelho estima ter vendido mais de 6 milhões de livros na República Islâmica. O editor iraniano sugeriu a disponibilização da obra do brasileiro na internet para download.
Paulo Coelho faz sucesso no exterior e tem pelo menos 300 milhões de livros vendidos em mais de 150 países. Ele foi o primeiro escritor não muçulmano a visitar o Irã após a Revolução Islâmica de 1979, de acordo com o site da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira 21.
Boa parte das prefeituras do Brasil não estão bem com o Tribunal de Contas
Feira de Santana é uma das sete cidades da Bahia que teve suas contas aprovadas com ressalvas em 2009. Porém, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) registrou irregularidades nas contas de todas as prefeituras do estado; 99 municípios tiveram a prestação de contas rejeitadas e 316 foram aprovadas com ressalvas. Dos 14 maiores municípios baianos, seis tiveram as contas rejeitadas - Barreiras, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Juazeiro e Salvador. Os outros sete foram aprovados com ressalvas - Alagoinhas, Camaçari, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Simões Filho e Vitória da Conquista. Uma das irregularidades encontradas foi a ausência de licitação ou anormalidades nesse procedimento. Somente Porto Seguro e Irajuba não tiveram as contas julgadas e nenhuma prefeitura foi aprovada na íntegra.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
“SE LIGA BOCÃO” É VICE EM RANKING NACIONAL DA BAIXARIA NA TV
O programa Se Liga Bocão, da TV Itapoan/Rede Record, ficou na vice-liderança do ranking nacional da Baixaria na televisão, perdendo apenas para o Pânico na TV, da RedeTV.
O ranking é elaborado de acordo com o número reclamações que os telespectadores brasileiros fazem no site www.eticanatv.org.br ou pelo Disque Câmara (0800 619 619).
Este foi o 18º Ranking da Baixaria na TV. Além dos dois programas, também figuram no ranking o Brasil Urgente (Bandeirantes), A Fazenda (Rede Record) e Chumbo Grosso (TV Goiânia).
De acordo com o movimento “Quem financia a baixaria é contra a Cidadania”, as denúncias contra os programas versam, principalmente, sobre conteúdo com forte apelo sexual, incitação à violência, apologia ao crime, desrespeito aos valores éticos da família e preconceito.
Informações Pimenta na Muqueca
O ranking é elaborado de acordo com o número reclamações que os telespectadores brasileiros fazem no site www.eticanatv.org.br ou pelo Disque Câmara (0800 619 619).
Este foi o 18º Ranking da Baixaria na TV. Além dos dois programas, também figuram no ranking o Brasil Urgente (Bandeirantes), A Fazenda (Rede Record) e Chumbo Grosso (TV Goiânia).
De acordo com o movimento “Quem financia a baixaria é contra a Cidadania”, as denúncias contra os programas versam, principalmente, sobre conteúdo com forte apelo sexual, incitação à violência, apologia ao crime, desrespeito aos valores éticos da família e preconceito.
Informações Pimenta na Muqueca
Sangramento em Alencar aparenta estar controlado, informa hospital
O sangramento no intestino, que o ex-vice-presidente da República José Alencar voltou a apresentar hoje (7), aparenta estar controlado, segundo informou o boletim médico do Hospital Sírio-Libanês, divulgado no início desta tarde.
O estado de saúde de Alencar é estável e ele segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardiológica do hospital.
De acordo com o boletim, o ex-vice-presidente apresenta episódios intermitentes de sangramento, mas de baixo volume, menos graves do que o quadro de hemorragia que apresentou na semana passada. Alencar segue alimentando-se normalmente e deve ser submetido, ainda hoje, a uma nova sessão de hemodiálise (filtragem artificial do sangue).
Alencar está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 22 de dezembro, para tratar um sangramento intestinal decorrente do câncer que o acomete há mais de uma década.
O estado de saúde de Alencar é estável e ele segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardiológica do hospital.
De acordo com o boletim, o ex-vice-presidente apresenta episódios intermitentes de sangramento, mas de baixo volume, menos graves do que o quadro de hemorragia que apresentou na semana passada. Alencar segue alimentando-se normalmente e deve ser submetido, ainda hoje, a uma nova sessão de hemodiálise (filtragem artificial do sangue).
Alencar está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 22 de dezembro, para tratar um sangramento intestinal decorrente do câncer que o acomete há mais de uma década.
Para Paulo Bernardo, político não deve ter concessões de rádio e TV

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou hoje (7) que é contra a concessão de emissoras de rádio e televisão para políticos. Bernardo, no entanto, reconheceu que esse é um tema sensível e que ainda precisa de regulamentação.
“Tem uma restrição colocada na Constituição, mas não está regulamentada. Todos sabem que tem um monte de políticos que tem rádio e televisão e acho que não deveria ser permitido”, afirmou ele, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff para tratar do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Paulo Bernardo lembrou de uma entrevista que deu esta semana sobre o assunto. “Fiz uma avaliação realista, pragmática, de que acho um tema difícil, sensível, por que tem que ser aprovado no Congresso. Até brinquei que é mais fácil votar o impeachment de um presidente do que a revogação de uma concessão de rádio e TV”, disse.
Agência Brasil
Polícia Civil de Feira prende integrantes de quadrilha de assalto a bancos
Quatro homens foram presos no início da noite desta quinta-feira (6), acusados de integrarem uma quadrilha de assaltantes de bancos que atua no interior do estado. Um deles foi preso em Feira de Santana e os outros no município de Terra Nova.
Aroldo Brito, o Aroldinho, André Bastos, Genivaldo Reis, o Mô e Sérgio Ferreira são suspeitos de terem participado do assalto aos Bancos do Brasil, de Mairí, Utinga e Baixa grande.
Em Feira, na casa de Aroldo, que tem várias passagens pela polícia por assalto a banco, a polícia encontrou uma submetralhadora; uma pistola 380; uma espingarda calibre 12, tipo escopeta; várias munições ponto 40; 29 cartuchos de calibre 12; várias munições 9mm e 380, além de dois coletes a prova de balas e um motocicleta.
A operação realizada pela Polícia Civil de Feira de Santana começou por volta das 14h em um hotel próximo ao Terminal Rodoviário, onde os policiais iniciaram a busca pelos integrantes da quadrilha, mas só encontraram malas e várias roupas pertencentes aos acusados.
A operação foi comandada pelos delegados Fábio Daniel Lordello, Alexandre Narita, Matheus Souza e Marcelo Marques Novo. (Com informações do repórter Aldo Matos, do programa Acorda Cidade).
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
BACELAR SE COMPROMETEU E... FEZ DE NOVO

Contratos de “livros de diversos títulos para compor acervo literário das escolas infantis” foram feitos por mais de R$ 4 milhões
Talvez o secretário municipal da Educação, João Carlos Bacelar (PTN), devesse ter esperado um pouco antes de se comprometer a não utilizar, em 2011, a mesma prática de comprar livros sem licitação, conforme fez entre os dias 23 e 27 de dezembro do ano passado - fato denunciado pelo Bahia Notícias nesta quarta-feira (5). Isso porque na edição do Diário Oficial do Município desta mesma quarta, foram anunciadas mais duas contratações para a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Secult) que chegam ao total de mais de R$ 4 milhões em “livros de diversos títulos para compor acervo literário das escolas infantis”. As aquisições feitas sem exigência de licitação não podem entrar na mesma justificativa utilizada pelo secretário, que argumentou que os contratos de dezembro teriam sido feitos com o fim de cumprir o limite mínimo de investimento em Educação de 25% do Orçamento, conforme ordena a Lei da Responsabilidade Fiscal (LRF).
(Felipe Campos
MãE FLAGRA FILHO DE 16 A ABUSAR DA IRMã DE 10
Uma mãe flagrou seu filho, de 16 anos a abusar sexualmente da irmã de 10 anos, nesta quarta-feira (5), no Jardim Santo Inácio, no bairro da Mata Escura, em Salvador. A mãe denunciou o adolescente, que foi apreendido. Segundo informações da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), que investiga o caso, R.J.S pediu à irmã M.J.S que praticasse sexo oral nele. A mãe dos jovens flagrou o adolescente pelo buraco da fechadura e impediu a ação por volta das 10h. O jovem fugiu e a mãe levou a menina à delegacia para dar queixa. Segundo o coordenador da equipe, o menor já havia pedido outras vezes à irmã para que ela praticasse o ato, mas a menina não aceitou. Por volta das 19h o garoto foi apreendido levado para prestar depoimento na delegacia. Informações do Correio.
GERENTE DE LOJA E FUNCIONáRIO FORJAM ASSALTO
O gerente e um funcionário de uma loja da rede Ponto Frio, em Vitória da Conquista, foram presos, na tarde desta quarta-feira (5), por terem forjado um assalto. O gerente, Julimar Nunes da Silva, 41, deu queixa na delegacia local, na terça, para denunciar o suposto assalto. Em seu depoimento, disse que, no momento em que se dirigia ao Bradesco para fazer depósito, por volta de 13h45 de terça, acompanhado com o funcionário Ycaro Freire Carmo, teve o malote da loja roubado por dois indivíduos, que teriam fugido em uma motocicleta. Diante das evidências de fraude, na investigação do caso, os envolvidos acabaram por admitir a farsa. “Em princípio, Julimar mantinha a afirmação do assalto, mas diante das contradições resolveu contar toda a verdade. O gerente alegou que se apropriou da quantia de R$ 5 mil da loja e depois criou a farsa de um assalto de R$ 45,7 mil. Essa quantia corresponde ao valor que ele vinha retirando da tesouraria da loja já há algum tempo, alegando que vinha passando por dificuldades financeiras”, relatou o delegado Roberto Júnior, que comandou as investigações. Informações do Blog do Anderson.
GERENTE DE LOJA E FUNCIONáRIO FORJAM ASSALTO
O gerente e um funcionário de uma loja da rede Ponto Frio, em Vitória da Conquista, foram presos, na tarde desta quarta-feira (5), por terem forjado um assalto. O gerente, Julimar Nunes da Silva, 41, deu queixa na delegacia local, na terça, para denunciar o suposto assalto. Em seu depoimento, disse que, no momento em que se dirigia ao Bradesco para fazer depósito, por volta de 13h45 de terça, acompanhado com o funcionário Ycaro Freire Carmo, teve o malote da loja roubado por dois indivíduos, que teriam fugido em uma motocicleta. Diante das evidências de fraude, na investigação do caso, os envolvidos acabaram por admitir a farsa. “Em princípio, Julimar mantinha a afirmação do assalto, mas diante das contradições resolveu contar toda a verdade. O gerente alegou que se apropriou da quantia de R$ 5 mil da loja e depois criou a farsa de um assalto de R$ 45,7 mil. Essa quantia corresponde ao valor que ele vinha retirando da tesouraria da loja já há algum tempo, alegando que vinha passando por dificuldades financeiras”, relatou o delegado Roberto Júnior, que comandou as investigações. Informações do Blog do Anderson.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Médicos alertam para confusão entre sintomas de gripe e câncer pulmonar
Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha revelou que pacientes confudem com frequência sintomas de uma gripe forte com sintomas de câncer de pulmão.
De acordo com o estudo feito em parceria pela Royal Pharmaceutical Society (RPS) e pelo instituto de pesquisa YouGov, 66% de 2.294 pessoas entrevistadas afirmaram que podem confundir alguns dos sintomas importantes de câncer de pulmão com os de um resfriado ou uma gripe mais forte.
Apenas 33% dos questionados afirmaram que a tosse é um sinal de alerta para o câncer de pulmão, e apenas 11% mencionaram especificamente a tosse persistente – um dos sintomas mais importantes da doença.
A pesquisa também mostrou que apenas 48% afirmaram que a falta de fôlego era um sinal de alerta, enquanto apenas 29% declararam que tossir sangue ou a presença de sangue no catarro é um sintoma importante. Entre os pesquisados, 15% mencionaram dores no peito ou no pulmão e 10% mencionaram perda de peso.
“Se você não reconhece um sintoma que é importante, então você não vai perceber que precisa de ajuda”, afirmou Graham Phillips, farmacêutico membro da RPS.
“O diagnóstico precoce do câncer de pulmão salva vidas. Quando os sintomas aparecem e são reconhecidos no estágio inicial, o tratamento tem chance maior de ser bem sucedido”, acrescentou.
Seis meses
Alan German, de 59 anos, que mora em Nottinghamshire, é um dos casos de pessoas que não conseguiram suspeitar de câncer de pulmão a partir de sintomas. Ele sentiu falta de ar durante as férias e foi levado por sua esposa, Diana, para o hospital.
Os médicos encontraram um tumor em seu pulmão. Graças à ação rápida de Diana, German conseguiu fazer o tratamento e, oito anos depois, está vivo e bem de saúde. Ele admite que, se fosse por ele, provavelmente teria ignorado os sintomas iniciais, pensando que era apenas uma gripe.
“Nunca pensei (que os sintomas de gripe) poderiam estar ligados ao câncer de pulmão e tenho muita, muita sorte por ter sido detectado (o câncer)”, disse.
“A última coisa que pensei é que era câncer, particularmente, câncer de pulmão.”
“No dia anterior tínhamos caminhado dez milhas (mais de 16 quilômetros), sem problema nenhum. Até então, eu nunca tive nenhum outro sintoma como tosse, então isso foi totalmente surpreendente”, afirmou German.
Fonte: G1
De acordo com o estudo feito em parceria pela Royal Pharmaceutical Society (RPS) e pelo instituto de pesquisa YouGov, 66% de 2.294 pessoas entrevistadas afirmaram que podem confundir alguns dos sintomas importantes de câncer de pulmão com os de um resfriado ou uma gripe mais forte.
Apenas 33% dos questionados afirmaram que a tosse é um sinal de alerta para o câncer de pulmão, e apenas 11% mencionaram especificamente a tosse persistente – um dos sintomas mais importantes da doença.
A pesquisa também mostrou que apenas 48% afirmaram que a falta de fôlego era um sinal de alerta, enquanto apenas 29% declararam que tossir sangue ou a presença de sangue no catarro é um sintoma importante. Entre os pesquisados, 15% mencionaram dores no peito ou no pulmão e 10% mencionaram perda de peso.
“Se você não reconhece um sintoma que é importante, então você não vai perceber que precisa de ajuda”, afirmou Graham Phillips, farmacêutico membro da RPS.
“O diagnóstico precoce do câncer de pulmão salva vidas. Quando os sintomas aparecem e são reconhecidos no estágio inicial, o tratamento tem chance maior de ser bem sucedido”, acrescentou.
Seis meses
Alan German, de 59 anos, que mora em Nottinghamshire, é um dos casos de pessoas que não conseguiram suspeitar de câncer de pulmão a partir de sintomas. Ele sentiu falta de ar durante as férias e foi levado por sua esposa, Diana, para o hospital.
Os médicos encontraram um tumor em seu pulmão. Graças à ação rápida de Diana, German conseguiu fazer o tratamento e, oito anos depois, está vivo e bem de saúde. Ele admite que, se fosse por ele, provavelmente teria ignorado os sintomas iniciais, pensando que era apenas uma gripe.
“Nunca pensei (que os sintomas de gripe) poderiam estar ligados ao câncer de pulmão e tenho muita, muita sorte por ter sido detectado (o câncer)”, disse.
“A última coisa que pensei é que era câncer, particularmente, câncer de pulmão.”
“No dia anterior tínhamos caminhado dez milhas (mais de 16 quilômetros), sem problema nenhum. Até então, eu nunca tive nenhum outro sintoma como tosse, então isso foi totalmente surpreendente”, afirmou German.
Fonte: G1
Policial reconhece e prende fugitivo da justiça em Jacobina

A guarnição do PETO, (Pelotão Especial Tático Operacional), conduziu ao Complexo policial de Jacobina na manhã desta segunda-feira, o jovem Lucas Carvalho Vasconcelos, popularmente conhecido como Luquinhas, de 21 anos. Segundo informações policiais, a prisão do acusado foi feita por volta das 10h50 de hoje, nas imediações do caminho das árvores , no bairro da Serrinha. Luquinhas teria sido reconhecido por um policial civil da cidade de Sr. do Bonfim que estava em Jacobina por motivos particulares e, ao ver o acusado o policial pediu reforços à Polícia Militar local e efetuou a prisão do jovem, que não ofereceu resistência.
De acordo com a ocorrência Lucas é foragido da delegacia da cidade de Pilar, onde estava preso sob a acusação de homicídio praticado no ano de 2009. Já no complexo policial o acusado disse que estava morando na rua Santa Teresinha, no bairro do Leader desde que conseguiu fugir da cidade de Pilar.
Por Emerson Santos
Preso homem que matou namorada de 16 anos em Ilhéus
O homem acusado de ter matado uma adolescente de 16 anos foi preso nesta segunda-feira (3) em Ilhéus, no sul da Bahia. Ubirajara Santos Souza, de 30 anos, que era namorado da vítima, confessou o crime.
Segundo o delegado Norberto Cordeiro, Ubirajara levou a companheira para passear e, após discutir sobre a suposta traição, matou a adolescente Jaqueline Jesus Lima.
O crime aconteceu no bairro Novo Ilhéus, próximo a rodovia Ilhéus-Uruçuca, no último sábado (1). Em depoimento, o acusado disse que estava bêbado e que havia se drogado antes de cometer o crime.
O delegado Norberto Cordeiro, que investiga o caso, declarou que Ubirajara será autuado em flagrante. “Ele já está na carceragem e está a disposição da justiça”. disse.
Ainda de acordo com o delegado, embora o corpo tenha sido encontrado com algumas perfurações, a suspeita é que a causa da morte foi de estrangulamento com as mãos.
De acordo com a polícia, Ubirajara já tinha passagens pela polícia por furto, roubo e desordem, além de ser suspeito de homícidio de um outro crime. Ele pode responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, podendo pegar até 30 anos. A adolescente estava desaparecida havia cinco dias.
Segundo informações da TV Santa Cruz, Jaqueline morava com Ubirajara. Ele teria mentido para a família da vítima, dizendo que ela não não estava desaparecida. O corpo da adolescente Jaqueline foi encontrado no domingo (2), já em estado de gigantismo, no fundo da casa do acusado.
Segundo o delegado Norberto Cordeiro, Ubirajara levou a companheira para passear e, após discutir sobre a suposta traição, matou a adolescente Jaqueline Jesus Lima.
O crime aconteceu no bairro Novo Ilhéus, próximo a rodovia Ilhéus-Uruçuca, no último sábado (1). Em depoimento, o acusado disse que estava bêbado e que havia se drogado antes de cometer o crime.
O delegado Norberto Cordeiro, que investiga o caso, declarou que Ubirajara será autuado em flagrante. “Ele já está na carceragem e está a disposição da justiça”. disse.
Ainda de acordo com o delegado, embora o corpo tenha sido encontrado com algumas perfurações, a suspeita é que a causa da morte foi de estrangulamento com as mãos.
De acordo com a polícia, Ubirajara já tinha passagens pela polícia por furto, roubo e desordem, além de ser suspeito de homícidio de um outro crime. Ele pode responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, podendo pegar até 30 anos. A adolescente estava desaparecida havia cinco dias.
Segundo informações da TV Santa Cruz, Jaqueline morava com Ubirajara. Ele teria mentido para a família da vítima, dizendo que ela não não estava desaparecida. O corpo da adolescente Jaqueline foi encontrado no domingo (2), já em estado de gigantismo, no fundo da casa do acusado.
Presidente da Câmara Municipal de Feira fecha cabinetes de vereadores
O presidente da Câmara Municipal, o vereador Ribeiro, baixou um decreto, este início de semana, fechando o prédio anexo do Legislativo, de hoje (03) até o dia 15 de fevereiro, quando se encerra o recesso parlamentar. O imóvel sedia os gabinetes dos vereadores. É uma medida inédita. A Câmara jamais fechou os gabinetes dos vereadores. Segundo o presidente, seria desnecessário e dispendioso para os cofres públicos, manter os gabinetes abertos, “se os vereadores não comparecem”.
Ele disse que apenas estavam funcionando três gabinetes: o dele próprio, o de Lulinha e o de José de Arimateia, que está se despedindo da Câmara e assumindo vaga na Assembleia Legislativa, já que foi eleito deputado estadual.
“Como ocupo o gabinete da Presidência, ficaria só o Lulinha, naquele prédio enorme. Manter um prédio daquela dimensão aberto até 15 de fevereiro, sem que os vereadores estejam comparecendo, seria dispendioso e estamos em contenção de despesas. Voltaremos em 15 de fevereiro”, sentenciou.
“Vamos ter um bom resultado na economia do dinheiro público. Os vereadores não estão indo (aos gabinetes), estão viajando. E os funcionários estão de férias. Espero compreensão. A economia será de cerca de R$ 12 mil”, afirmou Ribeiro. (As informações são doTribuna Feirense)
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
20 anos de celular no Brasil
Há 20 anos, o celular chegou ao Brasil. Duas décadas que mudaram a forma como o brasileiro se comunica, e, hoje, com quase 200 milhões de linhas de celular ativas, somos o quinto país do mundo com maior número de acessos móveis. Todo esse milagre da multiplicação está ligado ao fato de que as redes de celular servem cada vez mais para trocar dados – isto é, acessar a internet.
Smartphones puxam a mudança. De janeiro a outubro do ano passado, as vendas desses aparelhos cresceram 148% no Brasil, segundo levantamento do instituto de pesquisa Nielsen, que audita os pontos de venda de celular. Além disso, o preço pago pelos smartphones caiu em média 30%. No mesmo período, as vendas de telefones móveis em geral cresceram 19% – e o preço dos aparelhos caiu 2%.
Em novembro, já eram mais de 13,5 milhões de celulares 3G no País. Acha muito? A consultoria Informa Telecoms & Media estima que eles serão 192 milhões em 2015, e os smartphones representarão quase 4 em cada 10 (37,5%) dos 268 milhões celulares em atividade no Brasil em quatro anos. A expectativa é que muitos comecem a usar a banda larga a partir das redes móveis, ao invés da fixa, que ainda é restrita no País.
Apesar do rápido crescimento no número de celulares e do otimismo, o Brasil ainda enfrenta obstáculos. O preço das tarifas de voz e dados estão entre os mais altos do mundo, e a velocidade dos modems 3G deixa a desejar. Quem sabe os próximos 20 anos serão diferentes.
Smartphones puxam a mudança. De janeiro a outubro do ano passado, as vendas desses aparelhos cresceram 148% no Brasil, segundo levantamento do instituto de pesquisa Nielsen, que audita os pontos de venda de celular. Além disso, o preço pago pelos smartphones caiu em média 30%. No mesmo período, as vendas de telefones móveis em geral cresceram 19% – e o preço dos aparelhos caiu 2%.
Em novembro, já eram mais de 13,5 milhões de celulares 3G no País. Acha muito? A consultoria Informa Telecoms & Media estima que eles serão 192 milhões em 2015, e os smartphones representarão quase 4 em cada 10 (37,5%) dos 268 milhões celulares em atividade no Brasil em quatro anos. A expectativa é que muitos comecem a usar a banda larga a partir das redes móveis, ao invés da fixa, que ainda é restrita no País.
Apesar do rápido crescimento no número de celulares e do otimismo, o Brasil ainda enfrenta obstáculos. O preço das tarifas de voz e dados estão entre os mais altos do mundo, e a velocidade dos modems 3G deixa a desejar. Quem sabe os próximos 20 anos serão diferentes.
Dilma pede a Palocci que administre confronto PT-PMDB por 2º escalão
A primeira missão dada pela presidente Dilma Rousseff ao ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, foi a de buscar a pacificação do PMDB. O partido vive um momento de forte estresse no relacionamento com o PT, que se apossou de cargos importantes antes dominados por peemedebistas, como a presidência dos Correios e a Secretaria de Atenção à Saúde, e agora pretende avançar sobre a Fundação Nacional da Saúde (Funasa).
São postos que dominam orçamentos gigantescos: a Secretaria de Atenção à Saúde, perto de R$ 45 bilhões; os Correios, R$ 12 bilhões; a Funasa, R$ 5 bilhões. Têm presença em todas as regiões do País, o que dá uma grande visibilidade ao partido que as controla. Dilma teme que o PMDB inicie algum movimento de retaliação aos petistas em votações importantes, como a da medida provisória que fixou o salário mínimo em R$ 540.
A situação é tão grave que o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, protagonizaram um bate-boca, com acusações e xingamentos (ver Bastidores). Dilma convocou para hoje reunião do Conselho Político, que é integrado pelos líderes e presidentes dos partidos da coligação do governo. Quer dar início às conversações de paz hoje mesmo.
O vice-presidente, Michel Temer (PMDB), va
São postos que dominam orçamentos gigantescos: a Secretaria de Atenção à Saúde, perto de R$ 45 bilhões; os Correios, R$ 12 bilhões; a Funasa, R$ 5 bilhões. Têm presença em todas as regiões do País, o que dá uma grande visibilidade ao partido que as controla. Dilma teme que o PMDB inicie algum movimento de retaliação aos petistas em votações importantes, como a da medida provisória que fixou o salário mínimo em R$ 540.
A situação é tão grave que o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, protagonizaram um bate-boca, com acusações e xingamentos (ver Bastidores). Dilma convocou para hoje reunião do Conselho Político, que é integrado pelos líderes e presidentes dos partidos da coligação do governo. Quer dar início às conversações de paz hoje mesmo.
O vice-presidente, Michel Temer (PMDB), va
sábado, 1 de janeiro de 2011
Dilma no poder: novos gostos e costumes
Ela quer ser chamada de "presidenta" para destacar que a República vive agora nova temporada de ritos e costumes, sob comando feminino. Primeira mulher eleita presidente do Brasil, Dilma Rousseff é adepta da meditação transcendental, fã de óperas e mentaliza todos os dias, de manhã e à tarde, um punhado de metas a cumprir.
A toada, no entanto, não é nada zen: fiel à fama de cobrar tudo pronto para "ontem", Dilma já planeja as primeiras reuniões no Palácio do Planalto. Convidará governadores para discutir um cardápio de assuntos que vão da reforma tributária ao financiamento da saúde, passando pela segurança pública.
"Eu não posso errar", diz a sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente que encerra oito anos de governo com mais de 80% de aprovação. "Mas me aguardem: vou tentar compensar o menor carisma com muito trabalho."
Desde que foi eleita, com 55,7 milhões de votos, a herdeira de Lula adotou a discrição. Nem mesmo a montagem do ministério forneceu pistas suficientes sobre o seu estilo. Disciplinada, a ex-chefe da Casa Civil acatou indicações do presidente para o primeiro escalão, mesmo sabendo que terá de fazer mudanças mais à frente. Em tom de reverência, ela também não quis dividir os holofotes com o padrinho político, que se despedia do Planalto.
Nos bastidores, porém, o temperamento forte de Dilma veio à tona. Ela ficou furiosa quando o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), divulgou que Sérgio Côrtes seria ministro da Saúde. Não foi. "Eu não tenho intérprete. Sou eu que anuncio os meus ministros", esbravejou.
Outro episódio que a tirou do sério envolveu a troca de comando no Banco Central. A portas fechadas, Dilma explodiu quando soube que Henrique Meirelles, em conversa com jornalistas, condicionou sua permanência à manutenção da autonomia do banco.
Zen invencível. "Brasília é muito carregada e está precisando de muita meditação transcendental", afirma o deputado eleito João Paulo Lima e Silva (PT-PE). Ex-prefeito de Recife, ele foi o responsável pela indicação da instrutora Adriane Brasileiro, que ministrou aulas de meditação para Dilma, em 2009. "Se a presidenta utilizar a técnica como método de trabalho, seguirá o caminho da invencibilidade", insiste João Paulo.
Até agora, no entanto, a prática não impediu que o estresse batesse à porta de Dilma. Com muitas cotoveladas entre o PT, o PMDB e o PSB, a formação da equipe revelou uma característica pouco conhecida da nova presidente: ela muda de opinião, embora sua fama seja a de dama de ferro implacável.
O problema é convencê-la da mudança. Não foram raras as reuniões de trabalho - como ministra das Minas e Energia ou mesmo chefe da Casa Civil - em que ela elevou o tom de voz em muitos decibéis para cobrar exatidão de cifras e porcentuais. "Quando a Dilminha encasqueta com uma meta, sai de baixo", diz o presidente Lula.
Mineira gaúcha. Na descrição dos amigos, a nova ocupante do Planalto encarna a paixão gaúcha pelo debate inflamado misturada ao estilo mineiro da conciliação. Não sem motivo: nascida em Belo Horizonte, Dilma construiu sua carreira de economista em Porto Alegre, para onde se mudou após cumprir pena de quase três anos no Presídio Tiradentes, em São Paulo, na época da ditadura.
De qualquer forma, a mineirice sempre entra em cena quando, desconfiada, ela testa sem piedade as convicções do interlocutor. Ao fim do "inquérito" pergunta, à queima-roupa: "Você tem certeza disso?" A interrogação, famosa no Planalto, fez tremer muito ministro nas discussões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
"Antes de cada projeto, ela reúne especialistas, faz várias consultas e cerca-se de opiniões, às vezes até divergentes. Mas, se perceber que alguém quer enrolá-la, fica muito brava", atesta Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula por oito anos e novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
No início de 2009, o vice-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda, recorreu a uma estratégia inusitada para fazer Dilma mudar de ideia. Depois de inúmeras reuniões para definir o formato do programa Minha Casa, Minha Vida - e com os benditos números na ponta da língua -, ele chegou a ajoelhar-se no chão para pedir que a então chefe da Casa Civil deixasse um pouco de dinheiro para outros projetos.
"Pelo amor de Deus!", implorou Hereda, com as mãos unidas para o alto. Surpresa, Dilma não conteve o riso. "Levanta daí, meu filho! Assim você está apelando. Só falta agora rodar a baiana", reagiu, bem-humorada. A ideia inicial da ministra era direcionar todos os recursos destinados ao setor para o novo plano habitacional, bandeira de sua campanha. Diante da atuação dramática de Hereda, Dilma cedeu.
Disposta a vestir o figurino do pós-Lula, ela começou a mudar o seletor de canal técnico para sintonizar a política em meados de 2008, quando Lula passou a levá-la em todos os palanques. Meses depois, ganhou de presente o livro The Political Brain ("O Cérebro Político", editora Unianchieta), do neurocientista americano Drew Westen.
Ancorado em estudos sobre o comportamento do eleitor, o livro mostra que a emoção conta mais do que a razão na hora do voto. Não sem uma ponta de ironia, petistas juram que Dilma assimilou a mensagem antes de Westen esmiuçar sua tese em palestra para tucanos, há quase dois anos, deixando José Serra (PSDB) "embasbacado".
Literata. Na prática, ela lê tudo o que cai em suas mãos: de poesias de Adélia Prado a Fernando Pessoa; de romances de Machado de Assis a Honoré de Balzac. Agora, por exemplo, está nas últimas páginas de "Game Change", de Mark Helperin e John Heilemann, que escancara o jogo de poder, traição e intrigas na campanha de Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos, em 2008.
"Uma coisa que me impressiona muito é que a Dilma cita trechos de obras literárias de cabeça", conta o novo ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo. "Eu também sou rato de biblioteca, mas, como ela, nunca vi igual."
Foi o advogado Pedro Rousseff, um búlgaro naturalizado brasileiro, quem transmitiu à filha o hábito da leitura e o gosto pela literatura grega. Ela tinha aulas de francês no recatado colégio de freiras Nossa Senhora de Sion, em Belo Horizonte, mas, na adolescência, foi transferida para o Estadual Central, de enorme efervescência política.
"A gente ia a passeatas de protesto e lia muito (Régis) Debray e Che Guevara. Discutíamos a exploração dos trabalhadores e a revolução", lembra o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT), agora ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do novo governo.
Prisão. Quando chegou ao Presídio Tiradentes, em 1970, após 22 dias seguidos de tortura nos porões do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), Dilma chamou a atenção pela capacidade de "mergulhar" em mundos diferentes, muito distantes dali.
"Ela tinha 22 anos, usava lentes grossas, estudava macroeconomia e lia sem parar. Chegar no Tiradentes era um alívio depois do inferno. Saíamos das garras da polícia política e íamos para as mãos da Justiça Militar", conta a jornalista Rose Nogueira, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP, que conviveu com Dilma no presídio.
Para arrumar as celas com colchões de palha, fazer a limpeza do piso de madeira imunda e preparar a "gororoba" no velho fogareiro de uma boca, as presas se revezavam.
"A equipe da Dilma era conhecida por não saber cozinhar. Uma vez, fizeram uma sopa de quiabo e virou uma gosma", recorda Rose.
A militante que atuou na Política Operária (Polop), Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares (VAR-Palmares) tinha uma voz de "fazer chover", mas, mesmo assim, cantava "Chico Mineiro". E ouvia discos de tango e jazz da professora Maria do Carmo Campello de Souza, a Carmute. Caixotes de maçã, perto de uma pequena vitrola, faziam as vezes de caixas de som.
"Vivíamos um momento histórico e lutávamos contra a ditadura. Se o que fizemos foi certo ou errado é outra discussão", diz o ex-marido e advogado Carlos Araújo. Companheiro de Dilma em organizações de extrema-esquerda, que pregavam a luta armada, Araújo é pai de Paula e avô de Gabriel, os dois xodós da presidente.
Ópera e cachorros. Daquela época, ela guarda a paixão por Chico Buarque, pelos Beatles e por filmes "subversivos" de Glauber Rocha. O gosto pelas óperas veio bem antes. A mulher que se irrita com miudezas, como lápis desapontado, mantém a calma nas crises e relaxa ao som de Tristão e Isolda, de Wagner, ou de Madame Butterfly, de Puccini. Sempre amou cachorros e já teve muitos vira-latas. Sua distração é caminhar com o labrador Nego, herdado do ex-ministro José Dirceu, e com a dachshund Fafá, achada na rua.
Curiosa, Dilma também é obcecada por novas tecnologias. Suas exposições em Power Point - programa de computador que organiza dados - deram o que falar na Casa Civil, de tão detalhadas e sonolentas. Tudo mudou, porém, quando ela virou candidata. As palavras ganharam o dom de expressar sentimentos. O verbo "cuidar" foi incorporado ao vocabulário, ao lado de substantivos como "família", "lar" e "aconchego".
Nova ordem. Seis quilos mais magra após dieta que cortou carboidratos, Dilma terá quatro ajudantes de ordens no Planalto. Pela primeira vez na República, todas são mulheres. Na seleção, o conhecimento em informática pesou. Além de não se separar de seu iPad, que acessa a todo minuto para obter informações, ela tem uma galeria virtual de obras de arte e adora rever filmes no computador, como "Il Gattopardo", de Lucchino Visconti.
Perfeccionista, Dilma já revisou incontáveis vezes o discurso de posse. Trocou palavras, mudou parágrafos de lugar e, mais uma vez, rabiscou "presidenta". Na ditadura, ela era Estela, Wanda, Marina, Luiza, Maria e Lúcia, codinomes para fugir da repressão. Hoje, aos 63 anos, subirá a rampa do Palácio do Planalto com sua verdadeira identidade: Dilma Vana Rousseff.
A toada, no entanto, não é nada zen: fiel à fama de cobrar tudo pronto para "ontem", Dilma já planeja as primeiras reuniões no Palácio do Planalto. Convidará governadores para discutir um cardápio de assuntos que vão da reforma tributária ao financiamento da saúde, passando pela segurança pública.
"Eu não posso errar", diz a sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente que encerra oito anos de governo com mais de 80% de aprovação. "Mas me aguardem: vou tentar compensar o menor carisma com muito trabalho."
Desde que foi eleita, com 55,7 milhões de votos, a herdeira de Lula adotou a discrição. Nem mesmo a montagem do ministério forneceu pistas suficientes sobre o seu estilo. Disciplinada, a ex-chefe da Casa Civil acatou indicações do presidente para o primeiro escalão, mesmo sabendo que terá de fazer mudanças mais à frente. Em tom de reverência, ela também não quis dividir os holofotes com o padrinho político, que se despedia do Planalto.
Nos bastidores, porém, o temperamento forte de Dilma veio à tona. Ela ficou furiosa quando o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), divulgou que Sérgio Côrtes seria ministro da Saúde. Não foi. "Eu não tenho intérprete. Sou eu que anuncio os meus ministros", esbravejou.
Outro episódio que a tirou do sério envolveu a troca de comando no Banco Central. A portas fechadas, Dilma explodiu quando soube que Henrique Meirelles, em conversa com jornalistas, condicionou sua permanência à manutenção da autonomia do banco.
Zen invencível. "Brasília é muito carregada e está precisando de muita meditação transcendental", afirma o deputado eleito João Paulo Lima e Silva (PT-PE). Ex-prefeito de Recife, ele foi o responsável pela indicação da instrutora Adriane Brasileiro, que ministrou aulas de meditação para Dilma, em 2009. "Se a presidenta utilizar a técnica como método de trabalho, seguirá o caminho da invencibilidade", insiste João Paulo.
Até agora, no entanto, a prática não impediu que o estresse batesse à porta de Dilma. Com muitas cotoveladas entre o PT, o PMDB e o PSB, a formação da equipe revelou uma característica pouco conhecida da nova presidente: ela muda de opinião, embora sua fama seja a de dama de ferro implacável.
O problema é convencê-la da mudança. Não foram raras as reuniões de trabalho - como ministra das Minas e Energia ou mesmo chefe da Casa Civil - em que ela elevou o tom de voz em muitos decibéis para cobrar exatidão de cifras e porcentuais. "Quando a Dilminha encasqueta com uma meta, sai de baixo", diz o presidente Lula.
Mineira gaúcha. Na descrição dos amigos, a nova ocupante do Planalto encarna a paixão gaúcha pelo debate inflamado misturada ao estilo mineiro da conciliação. Não sem motivo: nascida em Belo Horizonte, Dilma construiu sua carreira de economista em Porto Alegre, para onde se mudou após cumprir pena de quase três anos no Presídio Tiradentes, em São Paulo, na época da ditadura.
De qualquer forma, a mineirice sempre entra em cena quando, desconfiada, ela testa sem piedade as convicções do interlocutor. Ao fim do "inquérito" pergunta, à queima-roupa: "Você tem certeza disso?" A interrogação, famosa no Planalto, fez tremer muito ministro nas discussões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
"Antes de cada projeto, ela reúne especialistas, faz várias consultas e cerca-se de opiniões, às vezes até divergentes. Mas, se perceber que alguém quer enrolá-la, fica muito brava", atesta Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula por oito anos e novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
No início de 2009, o vice-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda, recorreu a uma estratégia inusitada para fazer Dilma mudar de ideia. Depois de inúmeras reuniões para definir o formato do programa Minha Casa, Minha Vida - e com os benditos números na ponta da língua -, ele chegou a ajoelhar-se no chão para pedir que a então chefe da Casa Civil deixasse um pouco de dinheiro para outros projetos.
"Pelo amor de Deus!", implorou Hereda, com as mãos unidas para o alto. Surpresa, Dilma não conteve o riso. "Levanta daí, meu filho! Assim você está apelando. Só falta agora rodar a baiana", reagiu, bem-humorada. A ideia inicial da ministra era direcionar todos os recursos destinados ao setor para o novo plano habitacional, bandeira de sua campanha. Diante da atuação dramática de Hereda, Dilma cedeu.
Disposta a vestir o figurino do pós-Lula, ela começou a mudar o seletor de canal técnico para sintonizar a política em meados de 2008, quando Lula passou a levá-la em todos os palanques. Meses depois, ganhou de presente o livro The Political Brain ("O Cérebro Político", editora Unianchieta), do neurocientista americano Drew Westen.
Ancorado em estudos sobre o comportamento do eleitor, o livro mostra que a emoção conta mais do que a razão na hora do voto. Não sem uma ponta de ironia, petistas juram que Dilma assimilou a mensagem antes de Westen esmiuçar sua tese em palestra para tucanos, há quase dois anos, deixando José Serra (PSDB) "embasbacado".
Literata. Na prática, ela lê tudo o que cai em suas mãos: de poesias de Adélia Prado a Fernando Pessoa; de romances de Machado de Assis a Honoré de Balzac. Agora, por exemplo, está nas últimas páginas de "Game Change", de Mark Helperin e John Heilemann, que escancara o jogo de poder, traição e intrigas na campanha de Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos, em 2008.
"Uma coisa que me impressiona muito é que a Dilma cita trechos de obras literárias de cabeça", conta o novo ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo. "Eu também sou rato de biblioteca, mas, como ela, nunca vi igual."
Foi o advogado Pedro Rousseff, um búlgaro naturalizado brasileiro, quem transmitiu à filha o hábito da leitura e o gosto pela literatura grega. Ela tinha aulas de francês no recatado colégio de freiras Nossa Senhora de Sion, em Belo Horizonte, mas, na adolescência, foi transferida para o Estadual Central, de enorme efervescência política.
"A gente ia a passeatas de protesto e lia muito (Régis) Debray e Che Guevara. Discutíamos a exploração dos trabalhadores e a revolução", lembra o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT), agora ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do novo governo.
Prisão. Quando chegou ao Presídio Tiradentes, em 1970, após 22 dias seguidos de tortura nos porões do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), Dilma chamou a atenção pela capacidade de "mergulhar" em mundos diferentes, muito distantes dali.
"Ela tinha 22 anos, usava lentes grossas, estudava macroeconomia e lia sem parar. Chegar no Tiradentes era um alívio depois do inferno. Saíamos das garras da polícia política e íamos para as mãos da Justiça Militar", conta a jornalista Rose Nogueira, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP, que conviveu com Dilma no presídio.
Para arrumar as celas com colchões de palha, fazer a limpeza do piso de madeira imunda e preparar a "gororoba" no velho fogareiro de uma boca, as presas se revezavam.
"A equipe da Dilma era conhecida por não saber cozinhar. Uma vez, fizeram uma sopa de quiabo e virou uma gosma", recorda Rose.
A militante que atuou na Política Operária (Polop), Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares (VAR-Palmares) tinha uma voz de "fazer chover", mas, mesmo assim, cantava "Chico Mineiro". E ouvia discos de tango e jazz da professora Maria do Carmo Campello de Souza, a Carmute. Caixotes de maçã, perto de uma pequena vitrola, faziam as vezes de caixas de som.
"Vivíamos um momento histórico e lutávamos contra a ditadura. Se o que fizemos foi certo ou errado é outra discussão", diz o ex-marido e advogado Carlos Araújo. Companheiro de Dilma em organizações de extrema-esquerda, que pregavam a luta armada, Araújo é pai de Paula e avô de Gabriel, os dois xodós da presidente.
Ópera e cachorros. Daquela época, ela guarda a paixão por Chico Buarque, pelos Beatles e por filmes "subversivos" de Glauber Rocha. O gosto pelas óperas veio bem antes. A mulher que se irrita com miudezas, como lápis desapontado, mantém a calma nas crises e relaxa ao som de Tristão e Isolda, de Wagner, ou de Madame Butterfly, de Puccini. Sempre amou cachorros e já teve muitos vira-latas. Sua distração é caminhar com o labrador Nego, herdado do ex-ministro José Dirceu, e com a dachshund Fafá, achada na rua.
Curiosa, Dilma também é obcecada por novas tecnologias. Suas exposições em Power Point - programa de computador que organiza dados - deram o que falar na Casa Civil, de tão detalhadas e sonolentas. Tudo mudou, porém, quando ela virou candidata. As palavras ganharam o dom de expressar sentimentos. O verbo "cuidar" foi incorporado ao vocabulário, ao lado de substantivos como "família", "lar" e "aconchego".
Nova ordem. Seis quilos mais magra após dieta que cortou carboidratos, Dilma terá quatro ajudantes de ordens no Planalto. Pela primeira vez na República, todas são mulheres. Na seleção, o conhecimento em informática pesou. Além de não se separar de seu iPad, que acessa a todo minuto para obter informações, ela tem uma galeria virtual de obras de arte e adora rever filmes no computador, como "Il Gattopardo", de Lucchino Visconti.
Perfeccionista, Dilma já revisou incontáveis vezes o discurso de posse. Trocou palavras, mudou parágrafos de lugar e, mais uma vez, rabiscou "presidenta". Na ditadura, ela era Estela, Wanda, Marina, Luiza, Maria e Lúcia, codinomes para fugir da repressão. Hoje, aos 63 anos, subirá a rampa do Palácio do Planalto com sua verdadeira identidade: Dilma Vana Rousseff.
Quatro acertam Mega da Virada e vão dividir R$ 194,3 mi
Quatro apostadores acertaram as seis dezenas da Mega Sena da Virada (concurso número 1.245) sorteados ontem à noite, na Praça da República, em São Paulo. Cada um vai receber R$ 48,5 milhões. Os ganhadores são de Belo Horizonte (MG), Cariacica (ES), Fazenda Rio Grande (PR) e Pinhais (PR).
Outros 1.561 apostadores acertaram cinco dezenas e vão receber, cada um, a quantia de R$ 17,7 mil. A quadra foi acertada por 94.921 pessoas, e cada uma vai levar R$ 416. Os números sorteados ontem foram: 02, 10, 34, 37, 43 e 50.
O prêmio de R$ 194,3 milhões foi o maior da história das loterias no País, segundo a Caixa Econômica Federal (CEF). Até então, o maior prêmio pago foi o da Mega da Virada do ano anterior, que sorteou R$ 144,9 milhões. Na ocasião, dois apostadores - um do interior de São Paulo e outro de Brasília - dividiram o prêmio.
Segundo balanço da CEF, as apostas para o concurso de 2010 começaram em 1º de novembro e arrecadaram R$ 472,5 milhões. Ao todo, foram vendidos 76,2 milhões de bilhetes.
Outros 1.561 apostadores acertaram cinco dezenas e vão receber, cada um, a quantia de R$ 17,7 mil. A quadra foi acertada por 94.921 pessoas, e cada uma vai levar R$ 416. Os números sorteados ontem foram: 02, 10, 34, 37, 43 e 50.
O prêmio de R$ 194,3 milhões foi o maior da história das loterias no País, segundo a Caixa Econômica Federal (CEF). Até então, o maior prêmio pago foi o da Mega da Virada do ano anterior, que sorteou R$ 144,9 milhões. Na ocasião, dois apostadores - um do interior de São Paulo e outro de Brasília - dividiram o prêmio.
Segundo balanço da CEF, as apostas para o concurso de 2010 começaram em 1º de novembro e arrecadaram R$ 472,5 milhões. Ao todo, foram vendidos 76,2 milhões de bilhetes.
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